BLOG

Luto - saiba como as terapias complementares podem ajudar.



Perder, deixar de "ter".

Deixar de ver, deixar de tocar, deixar de cheirar, deixar de sentir, deixar de ouvir.

Continuar a amar na ausência, é possível? Sim, é, perfeitamente possível. E isto fascina-me no Ser Humano. Mesmo com a ausência total do corpo físico e da interação com alguém, o nosso sentimento mantém-se o resto da nossa vida. Fecho os olhos, recordo certos momentos e o sentimento da altura renasce em mim.

Os meus pais morreram durante a minha adolescência, já lá vão cerca de 25 anos... no entanto o amor que sinto por eles é exactamente igual ao que sentia na altura. O Amor por eles continua vivo e continuará sempre, enquanto eles forem recordados por mim.

O luto é um processo complexo, duro e de uma exigência emocional elevadíssima. Aceitação, é a palavra chave, mas algo nem sempre fácil de colocar em prática. Por vezes (dependendo das situações) o primeiro sentimento é a revolta, a tristeza profunda, o desespero, a solidão. Aprender a lidar com a dor e a tristeza é fundamental para que o processo de luto seja o mais "saudável" possível.

O luto deve ser vivido.

O luto é necessário.

O luto é fundamental.

A tristeza é normal, o choro também. O importante é conhecermos a linha ténue entre a normalidade de um processo de luto ou do início de um desequilíbrio psicológico.


A pessoa que está de luto quer empatia, quer colo, quer apoio, é assim que ela se irá erguer pouco a pouco.

Porque irmos a um velório ou funeral e dizermos frases como: